Como montar rápido uma redação

E também para quem está tentando imaginar sobre que matéria vai ter que redigir na redação do vestibular, mas um juízo: “permanecer preocupado com que será o tema da prova durante esse treinamento é bobagem”, afirma Costa. Este explica que, ao ler jornais, atualidades e também livros durante o preparo para a prova, é essencial tentar captar o posicionamento do responsável com relação ao tema, e também que interesses podem estar envolvidos na sua escrita. Este lembra que, após 1999 – quando a FUVEST esmolou para os estudantes analisarem cinco trechos de pensamentos filosóficos refinados, numa das provas de redação mas difíceis da história dos vestibulares – os exames têm preposto abordar temas relacionados ao cotidiano social dos adolescentes. Isto é, é bastante remota a possibilidade de você ter que ortografar a sua redação sobre um tema do que nunca ouviu falar. Segredos da redação perfeita no Enem Na hora da prova: As dicas para fazer uma boa prova são do mestre do Anglo Eduardo Lopes.

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Este acredita que o vestibulando deve ler a proposta atentamente e também, ainda anterior de iniciar o artigo, planejar a finalidade da sua argumentação. “Vai permanecer bastante difícil encadear os parágrafos e também separar os argumentos sem ter probabilidade de onde se já chegar”, explica. Depois disso, o aulista deve utilizar esse direcionamento para reler a coletânea de textos (fragmentos dados na proposta), com a pretensão de não unicamente depreender um bom resultado, e também sim de grafar alguma coisa que atenda às expectativas da mesa examinadora da prova. “A coletânea é como uma busca que a secretária faz para o vestibulando, com a objetivo de diminuir a artificialidade dessa situação, quando alguém escreve sem ter a possibilidade de farejar sobre o objecto”, afirma Lopes. Outro recado essencial na hora de preferir os argumentos que vão sustentar a redação: zelo para não enunciar opiniões preconceituosas e também infundadas, obstáculos que aparecem nos textos de vestibular com mas freqüência do que você é possível que imaginar.

Preparar-se para concursos públicos

Estudar para concursos públicos é cada vez mais necessário visto que nossa economia está em crise. O problema é que é cada vez mais difícil a concorrência e a carga de informações necessárias se faz maior. Memorizar é muito difícil quando não se domina a técnica de memorização . Aproveitar essas oportunidades como neste site com exercícios de Português é o ideal numa época em que todos precisamos nos preparar.

Exercícios com gabarito de Português

TEXTO VII

Quando vim da minha terra, não vim, perdi-me no espaço, na ilusão de ter saído.

Ai de mim, nunca saí.

(Carlos D. de Andrade, no poema A Ilusão do Migrante)

27) O sentimento predominante no texto é:

a) orgulho

b) saudade

c) fé

d) esperança

e) ansiedade

28) Infere-se do texto que o autor:

a) não saiu de sua terra.

b) não queria sair de sua terra, mas foi obrigado.

c) logo esqueceu sua terra.

d) saiu de sua terra apenas fisicamente.

e) pretende voltar logo para sua terra.

29) Por “perdi-me no espaço” pode-se entender que o autor:

a) ficou perdido na nova terra.

b) ficou confuso.

c) não gostou da nova terra.

d) perdeu, momentaneamente, o sentimento por sua terra natal.

e) aborreceu-se com a nova situação.

30) Pelo último período do texto, deduz-se que:

a) ele continuou ligado à sua terra.

b) ele vai voltar à sua terra.

c) ele gostaria de deixar sua cidade, mas nunca conseguiu.

d) ele se alegra por não ter saído.

e) ele nunca saiu da terra onde vive atualmente.

31) A expressão “ai de mim” só não sugere, no poema:

a) amargura

b) decepção

c) tristeza

d) vergonha

e) nostalgia

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Gabarito dos exercícios

Texto VII

27) Letra b

O autor saiu de sua terra, mas sente como se isso nunca tivesse ocorrido, pois seu sentimento é todo dela.

28) Letra d

O texto passa uma impressão de que o autor continua ligado, espiritualmente, à sua terra. Fisicamente, claro, ele não está lá, como se vê no primeiro verso. Já o último verso mostra que ele permaneceu ligado a ela, por seus sentimentos.

29) Letra b

Ao sair da terra natal e não se adaptar ao novo lugar, em virtude de sua ligação afetiva com ela, o autor se torna confuso. Não se entenda aqui o verbo perder (perdi-me) com o seu sentido original. A ideia é a de não se encontrar, mentalmente, no novo espaço ocupado. Outra justificativa seria a palavra ilusão, que por si só demonstra um estado de confusão.

30) Letra a

Como já vimos, o autor saiu apenas fisicamente, pois espiritualmente continuou preso à terra natal. Cuidado com a letra b. É claro que ele gostaria de retornar, mas em momento algum essa ideia é expressa no texto.

31) Letra d

As palavras amargura, decepção, tristeza e nostalgia pertencem ao mesmo campo semântico. O autor sofre por não estar em seu lugar de origem, e todas essas palavras associam-se à ideia de sofrimento. Não é o caso de vergonha. Isoladamente, a expressão ai de mim poderia indicar vergonha, mas o texto fala apenas do sofrimento do autor por estar ausente, nada ele fez que pudesse envergonhá-lo.

Não faça isso na dissertação do Enem

Já falei em outros projetos online que existem figuras de linguagem que privilegiam a sonoridade. Este é um recurso extremamente válido sobretudo nos textos poéticos. Sabendo disso, todo aluno deveria ficar atento para não usar disso nos textos que exigem uma linguagem formal e mais objetiva como são os textos dissertativos no Enem e vestibulares. Neste post darei mais alguns exemplos de bom uso do recurso em questão.

A expressividade nos textos poéticos


Observe o trabalho de Chico Buarque nas estrofes seguintes e veja como explorar a posição da sílaba tônica também pode se transformar num recurso expressivo.

"Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro"

"Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague"

Disponível em: <www.chicobuarque.com.bi7construcao/mestre.asp?pg=construc_7i.htm>.

A primeira estrofe pertence à música "Construção", que tem seus versos encerrados com palavras proparoxítonas; a segunda, à música "Deus lhe pague", que explora a sonoridade de palavras oxítonas. No primeiro caso, as palavras proparoxítonas dão o ritmo da vida do operário: uma vida sem perspectiva, que se arrasta monotonamente, como as sílabas pós-tônicas de uma proparoxítona.

No segundo caso, as oxítonas dão o ritmo alucinante de ações (são verbos no infinitivo) que marcam a luta pela sobrevivência.

Neste Natal, lembre-se de mim...
Neste Natal, lembre-se de mim...
Dê para quem ama um cofrinho da Delfim...

No anúncio natalino da extinta Poupança Delfim, observa-se que a reiteração do som IM no final dos versos insinua o toque de um sininho. O efeito vem do í, que é alongado, ecoado e mais estendido pela nasalização.


Como disse no início, é um recurso muito agradável e que contribui para expressividade do texto, mas é necessário observar as características de cada gênero textual para que, assim, não fujamos do que nos foi pedido no texto.

Use a redação para ser aprovado já no vestibular

Usar a redação para ser aprovado no vestibular. Quem quer? Uma boa correção é instrumento valioso para nosso progresso na escrita. Por meio dela, são apontados os problemas do texto, as falhas de construção, os desvios da norma culta, passagens obscuras, possíveis ambiguidades ou incoerências. Ao escrever, ajuda muito você ter em mente os aspectos do texto que costumam ser levados em conta na correção. É essa a diferença entre aqueles que serão aprovados no vestibular e os outros que voltarão para os cursinhos da vida. Visite a versão online do arquivo abaixo visitando o post lá no blog “Análise de Textos”. Clique na imagem da xícara abaixo e seja direcionado para lá: